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Como se tornar CISO: competências, experiência e certificações para avançar na carreira

Foto do escritor: Mainsafe
Mainsafe
3 de ago.
9 min de leitura

O cargo de CISO — Chief Information Security Officer representa uma das principais posições de liderança em Segurança da Informação.


Esse profissional ajuda a organização a proteger informações, administrar riscos, responder a incidentes, manter a continuidade dos negócios e alinhar a Segurança da Informação aos objetivos estratégicos da empresa.


Por isso, muitas pessoas que atuam em tecnologia, auditoria, riscos, compliance ou privacidade começam a fazer a seguinte pergunta:

Como se tornar CISO?

A resposta exige cuidado.


Não existe um único curso, diploma ou certificado que transforme automaticamente alguém em CISO.


Essa posição normalmente é construída por meio da combinação de:


  • conhecimento técnico;

  • experiência profissional;

  • gestão de riscos;

  • liderança;

  • governança;

  • comunicação;

  • visão de negócio;

  • capacidade de tomar decisões.


Neste artigo, você entenderá o que faz um CISO, quais competências são mais importantes e como construir uma trajetória profissional coerente para alcançar posições de liderança em Segurança da Informação.


O que significa CISO?


CISO é a sigla de Chief Information Security Officer, frequentemente traduzida como Diretor de Segurança da Informação.


É uma posição executiva responsável por orientar a estratégia de Segurança da Informação da organização.


Dependendo do porte, do setor e da estrutura da empresa, o CISO pode responder diretamente ao CEO, ao CIO, ao conselho, à área de riscos ou a outra liderança executiva.


Suas responsabilidades costumam incluir:


  • definição da estratégia de Segurança da Informação;

  • governança;

  • gestão de riscos;

  • políticas e controles;

  • gestão de incidentes;

  • continuidade de negócios;

  • proteção de dados;

  • fornecedores;

  • conformidade;

  • conscientização;

  • comunicação com a alta direção;

  • acompanhamento de indicadores;

  • desenvolvimento da equipe de segurança.


Portanto, o CISO não atua apenas com ferramentas, redes ou controles tecnológicos.

Ele precisa compreender como a Segurança da Informação protege o negócio.


O que faz um CISO na prática?

As atividades variam de uma organização para outra, mas alguns grupos de responsabilidades são recorrentes.


1. Define a estratégia de Segurança da Informação


O CISO ajuda a organização a determinar:


  • quais informações precisam ser protegidas;

  • quais riscos são prioritários;

  • quais investimentos são necessários;

  • quais controles devem ser implementados;

  • como a segurança apoiará os objetivos do negócio.


Isso exige compreender a empresa, seus processos, clientes, obrigações, fornecedores e dependências tecnológicas.


2. Gerencia riscos de Segurança da Informação


Uma das responsabilidades centrais dessa função é apoiar a identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos.


A ISO/IEC 27001 estabelece requisitos específicos para avaliação e tratamento de riscos de Segurança da Informação.


Na prática, o CISO precisa ajudar a organização a responder perguntas como:


  • Quais são os ativos mais importantes?

  • Quais ameaças podem afetá-los?

  • Quais vulnerabilidades existem?

  • Qual seria o impacto de um incidente?

  • Quais controles já existem?

  • Qual risco permanece após o tratamento?

  • A organização aceita, reduz, transfere ou evita determinado risco?


O objetivo não é eliminar todos os riscos.


O objetivo é permitir que a organização tome decisões conscientes e justificadas.


3. Coordena controles de segurança


Os controles não são apenas tecnológicos.


A ISO/IEC 27002 organiza controles em quatro grandes grupos:


  • organizacionais;

  • de pessoas;

  • físicos;

  • tecnológicos.


Isso significa que um programa de segurança pode envolver:


Controles organizacionais

  • políticas;

  • responsabilidades;

  • segregação de funções;

  • fornecedores;

  • gestão de incidentes;

  • classificação da informação;

  • conformidade.


Controles de pessoas

  • conscientização;

  • treinamento;

  • confidencialidade;

  • contratação;

  • desligamento;

  • trabalho remoto.


Controles físicos

  • controle de acesso;

  • proteção das instalações;

  • monitoramento;

  • segurança dos equipamentos;

  • descarte seguro.


Controles tecnológicos


  • autenticação;

  • gestão de identidades;

  • controle de acesso;

  • proteção contra malware;

  • backup;

  • logs;

  • vulnerabilidades;

  • criptografia;

  • proteção contra vazamento de dados.


O CISO não executa pessoalmente todas essas atividades, mas precisa garantir que exista uma abordagem coordenada.


4. Lidera a resposta a incidentes


Incidentes de Segurança da Informação podem envolver:

  • vazamento de dados;

  • indisponibilidade;

  • ransomware;

  • acesso indevido;

  • fraude;

  • comprometimento de contas;

  • falha de fornecedores;

  • alteração ou destruição de informações.


A ISO/IEC 27002 inclui controles relacionados à preparação, avaliação, decisão, resposta e aprendizado com incidentes.


O CISO precisa ajudar a organização a definir:


  • quem participa da resposta;

  • como o incidente será classificado;

  • quem será comunicado;

  • quais evidências serão preservadas;

  • como os serviços serão recuperados;

  • como as causas serão analisadas;

  • quais melhorias serão realizadas.


5. Apoia a continuidade dos negócios


Segurança e continuidade são disciplinas diretamente relacionadas.


A organização precisa continuar ou recuperar operações críticas mesmo diante de incidentes, indisponibilidades ou desastres.


A ISO/IEC 27002 aborda a Segurança da Informação durante disrupções e a prontidão de tecnologia para continuidade dos negócios.


A ISO 22301, por sua vez, estabelece requisitos para sistemas de gestão de continuidade de negócios.


Um CISO precisa compreender temas como:


  • análise de impacto nos negócios;

  • processos críticos;

  • estratégias de continuidade;

  • recuperação;

  • backups;

  • redundância;

  • testes;

  • comunicação de crise;

  • dependência de fornecedores.


6. Comunica riscos para a liderança


Uma das competências mais importantes do CISO é a capacidade de transformar temas técnicos em informações úteis para a tomada de decisão.


A alta direção não precisa receber apenas listas de vulnerabilidades.

Ela precisa compreender:


  • qual risco existe;

  • quais processos podem ser afetados;

  • qual impacto financeiro ou operacional é possível;

  • quais obrigações estão envolvidas;

  • quanto custará o tratamento;

  • qual risco permanecerá;

  • qual decisão precisa ser tomada.


O CISO precisa falar a linguagem do negócio.


Information Security Officer e CISO são a mesma função?


Não necessariamente.


Os títulos variam entre empresas e países.


O Information Security Officer pode atuar na gestão, implementação e acompanhamento da Segurança da Informação, incluindo processos, governança e treinamento. O material da formação EXIN apresenta essa função relacionada à visão organizacional de segurança, processos e conscientização das pessoas.


Já o CISO geralmente representa uma posição executiva mais elevada.


Uma estrutura pode incluir, por exemplo:


Analista de Segurança → Especialista → Security Manager → Information Security Officer → CISO


Mas essa sequência não é obrigatória.


Em empresas menores, uma única pessoa pode acumular várias dessas responsabilidades.


Em organizações maiores, o CISO pode liderar diferentes gestores e equipes especializadas.


É preciso ser técnico para se tornar CISO?


É necessário compreender tecnologia, mas não basta ser um especialista técnico.


O CISO precisa conseguir conversar com equipes de:


  • infraestrutura;

  • desenvolvimento;

  • cloud;

  • redes;

  • segurança ofensiva;

  • segurança defensiva;

  • privacidade;

  • jurídico;

  • riscos;

  • auditoria;

  • finanças;

  • recursos humanos;

  • operações;

  • alta direção.


Um profissional pode chegar à posição de CISO por diferentes caminhos.


Alguns vêm de infraestrutura e cibersegurança.

Outros vêm de:


  • gestão de riscos;

  • auditoria;

  • governança;

  • compliance;

  • privacidade;

  • continuidade;

  • gestão de projetos.


O ponto em comum é a necessidade de construir uma visão integrada.


Quais competências um CISO precisa desenvolver?


1. Segurança da Informação


É preciso dominar os fundamentos:


  • confidencialidade;

  • integridade;

  • disponibilidade;

  • ativos;

  • ameaças;

  • vulnerabilidades;

  • riscos;

  • controles;

  • incidentes.


O ISMP, por exemplo, trabalha a compreensão dos aspectos organizacionais, físicos e técnicos da Segurança da Informação.


2. Gestão de riscos


O CISO deve compreender:


  • critérios de risco;

  • probabilidade;

  • impacto;

  • risco inerente;

  • risco residual;

  • apetite ao risco;

  • tratamento;

  • aceitação;

  • priorização;

  • comunicação.


Sem gestão de riscos, a Segurança da Informação tende a se tornar apenas uma lista de controles desconectados do negócio.


3. Governança


Governança envolve definir:


  • responsabilidades;

  • políticas;

  • autoridade;

  • prestação de contas;

  • objetivos;

  • indicadores;

  • mecanismos de acompanhamento;

  • comunicação com a direção.


O CISO precisa garantir que a Segurança da Informação tenha direção, prioridades e responsáveis definidos.


4. Liderança


A função exige capacidade para:


  • formar equipes;

  • estabelecer prioridades;

  • negociar recursos;

  • administrar conflitos;

  • desenvolver pessoas;

  • coordenar crises;

  • tomar decisões sob pressão.


Conhecimento técnico sem liderança dificilmente será suficiente para uma posição executiva.


5. Comunicação


O CISO precisa adaptar sua comunicação para diferentes públicos.

Com a equipe técnica, pode discutir vulnerabilidades, arquitetura e controles.

Com a direção, precisa discutir impacto, risco, investimento, continuidade e estratégia.

Com os colaboradores, precisa promover conscientização de maneira clara e prática.


6. Privacidade e proteção de dados


Segurança e privacidade estão cada vez mais conectadas.


A ISO/IEC 27002 inclui controles relacionados à privacidade e proteção de dados pessoais.


A ISO/IEC 27701 aborda sistemas de gestão da privacidade, incluindo avaliação e tratamento de riscos de privacidade.


Por isso, conhecimentos em LGPD, GDPR e governança de dados podem ser relevantes para a atuação do CISO.


7. Visão de negócio


O CISO precisa compreender:


  • como a empresa gera receita;

  • quais processos são críticos;

  • quais compromissos existem com clientes;

  • quais riscos podem interromper a operação;

  • quais fornecedores são estratégicos;

  • quais investimentos fazem sentido;

  • qual impacto uma decisão de segurança pode gerar.


Segurança eficiente protege o negócio sem impedir que ele funcione.


Qual formação é necessária para se tornar CISO?


Não existe uma formação acadêmica única e obrigatória.


Profissionais podem vir de áreas como:


  • Tecnologia da Informação;

  • Engenharia;

  • Administração;

  • Sistemas de Informação;

  • Ciência da Computação;

  • Segurança da Informação;

  • Direito;

  • Auditoria;

  • Gestão de Riscos;

  • Governança.


O mais importante é combinar formação com experiência prática e desenvolvimento contínuo.


Uma estratégia possível é construir conhecimentos por etapas.


Caminho profissional para se tornar CISO


Etapa 1 — Construa os fundamentos


Comece dominando:

  • princípios de Segurança da Informação;

  • riscos;

  • controles;

  • ISO/IEC 27001;

  • políticas;

  • incidentes;

  • continuidade;

  • privacidade.


Uma certificação de nível Foundation pode ajudar a organizar esses conhecimentos.


Etapa 2 — Ganhe experiência prática


A experiência pode ser desenvolvida em atividades como:


  • análise de riscos;

  • auditorias;

  • gestão de acessos;

  • resposta a incidentes;

  • elaboração de políticas;

  • gestão de fornecedores;

  • continuidade;

  • conscientização;

  • implementação de controles;

  • acompanhamento de indicadores.


Mesmo que você ainda não seja gestor, procure compreender o motivo das decisões e os impactos para o negócio.


Etapa 3 — Assuma responsabilidades de gestão


Busque oportunidades para:


  • liderar projetos;

  • apresentar riscos à direção;

  • coordenar ações;

  • definir planos;

  • acompanhar equipes;

  • participar de comitês;

  • administrar fornecedores;

  • gerir orçamento;

  • apoiar decisões.


A transição para liderança exige mostrar que você consegue ir além da execução técnica.


Etapa 4 — Amplie sua visão de governança


Estude:


  • sistemas de gestão;

  • auditoria;

  • compliance;

  • continuidade;

  • privacidade;

  • gestão de riscos corporativos;

  • planejamento estratégico;

  • métricas;

  • gestão de crises.


Essa visão ajuda o profissional a conectar segurança com os objetivos da organização.


Etapa 5 — Desenvolva comunicação executiva


Aprenda a apresentar temas complexos de forma simples.

Em vez de dizer apenas:

Existe uma vulnerabilidade crítica.

Explique:

A vulnerabilidade pode permitir acesso indevido ao sistema utilizado no atendimento aos clientes. O risco pode afetar a disponibilidade, gerar exposição de informações e interromper a operação. O tratamento recomendado exige determinado investimento e prazo.

Esse tipo de comunicação aproxima o profissional da liderança.


Quais certificações podem ajudar na carreira de CISO?


Não existe uma certificação universalmente obrigatória.


A melhor escolha depende de sua experiência e objetivo.


Podem ser úteis certificações relacionadas a:


  • fundamentos de Segurança da Informação;

  • ISO/IEC 27001;

  • gestão de riscos;

  • auditoria;

  • controles;

  • continuidade;

  • privacidade;

  • governança;

  • gestão de serviços;

  • gestão de projetos;

  • cibersegurança.


O importante é evitar acumular certificados sem aplicação prática.


Uma certificação deve ajudar você a:


  • estruturar conhecimentos;

  • desenvolver competências;

  • identificar lacunas;

  • aplicar conceitos;

  • assumir novas responsabilidades.


A trilha EXIN Information Security Officer pode ajudar?


Para quem busca uma formação estruturada em Segurança da Informação, uma das possibilidades é a trilha EXIN Information Security Officer.


Ela combina três certificações:


EXIN Information Security Foundation based on ISO/IEC 27001


Voltada aos fundamentos de Segurança da Informação, ameaças, riscos e importância da proteção das informações.


EXIN Privacy & Data Protection Foundation

Voltada aos fundamentos de privacidade e proteção de dados pessoais.


EXIN Information Security Management Professional based on ISO/IEC 27001


Voltada à gestão profissional de riscos e controles, considerando aspectos organizacionais, físicos e técnicos da Segurança da Informação.


A trilha não transforma automaticamente alguém em CISO.


Mas pode contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos relevantes para funções como:


  • Information Security Officer;

  • Information Security Manager;

  • gestor de riscos;

  • consultor;

  • auditor;

  • coordenador de Segurança da Informação;

  • liderança em segurança.


Formação EXIN Information Security Officer


A DPONOTE Academy reuniu os cursos preparatórios para ISFS, PDPF e ISMP em uma formação única.


A formação aborda:


  • Segurança da Informação;

  • ISO/IEC 27001;

  • privacidade;

  • gestão de riscos;

  • controles;

  • incidentes;

  • continuidade;

  • governança.


O aluno também recebe como bônus o PDPE — Curso Essencial sobre LGPD e Proteção de Dados, ampliando a visão sobre privacidade, conformidade e proteção de dados pessoais.


Conheça a Formação EXIN Information Security Officer


Já possui ISFS e PDPF?


Profissionais que já possuem as certificações ISFS e PDPF podem estar mais próximos de completar a trilha EXIN Information Security Officer.


Isso pode acontecer, inclusive, com quem já concluiu a Trilha DPO EXIN.


Nesse caso, falta o:


EXIN Information Security Management Professional — ISMP

Conheça o curso preparatório EXIN ISMP


Quanto tempo leva para se tornar CISO?


Não existe um prazo padrão.


Isso depende de fatores como:


  • experiência anterior;

  • tamanho das organizações;

  • responsabilidades assumidas;

  • capacidade de liderança;

  • formação;

  • exposição a diferentes áreas;

  • oportunidades de carreira.


Alguns profissionais chegam a posições de liderança após muitos anos em tecnologia.


Outros fazem uma transição a partir de auditoria, riscos, privacidade ou governança.


O mais importante é construir uma trajetória consistente.


É possível se tornar CISO sem experiência?


É pouco provável assumir de forma sustentável uma posição executiva sem experiência relevante.


Cursos e certificações podem desenvolver conhecimento, mas o CISO precisa lidar com situações reais, como:


  • incidentes;

  • pressão da direção;

  • restrições de orçamento;

  • riscos conflitantes;

  • fornecedores;

  • auditorias;

  • mudanças organizacionais;

  • decisões de negócio.


Portanto, quem está começando deve pensar em etapas.


Primeiro, construa conhecimento.


Depois, aplique.


Em seguida, assuma responsabilidades.


Por fim, desenvolva liderança e visão estratégica.


Erros comuns de quem quer se tornar CISO


Acreditar que uma certificação é suficiente

Certificações ajudam, mas não substituem experiência, liderança e visão de negócio.


Focar apenas em tecnologia

O CISO também precisa compreender pessoas, processos, riscos, finanças e estratégia.


Não desenvolver comunicação

Um profissional excelente tecnicamente pode ter dificuldade de avançar se não conseguir explicar riscos e decisões.


Ignorar privacidade e continuidade

Segurança, privacidade, resiliência e continuidade estão cada vez mais integradas.


Buscar o cargo antes de desenvolver as competências

O título deve ser consequência da capacidade de assumir responsabilidades, e não apenas um objetivo isolado.


Conclusão

Tornar-se CISO é uma jornada profissional.


Ela normalmente combina:


conhecimento + experiência + gestão de riscos + liderança + visão de negócio.


Não existe uma certificação única capaz de garantir essa posição.


Mas uma formação estruturada pode ajudar a desenvolver competências importantes, organizar conhecimentos e preparar o profissional para assumir responsabilidades maiores.


O caminho pode começar nos fundamentos, avançar para riscos e controles e evoluir para governança e liderança.


Um CISO não protege apenas sistemas. Ele ajuda a organização a compreender riscos, tomar decisões e manter a confiança de clientes, colaboradores e parceiros.

Para quem busca uma trilha internacional que combine Segurança da Informação, ISO/IEC 27001, Privacidade e Gestão de Riscos, a Formação EXIN Information Security Officer pode fazer parte desse desenvolvimento profissional.



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