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Os 3 pilares da Segurança da Informação: confidencialidade, integridade e disponibilidade

  • Foto do escritor: Mainsafe
    Mainsafe
  • 21 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Entenda como os princípios CID sustentam a proteção de dados e a conformidade com a LGPD e a ISO 27001


A Segurança da Informação é muito mais do que instalar antivírus ou criar senhas fortes.Ela se baseia em três princípios fundamentais, conhecidos como pilares da segurança da informação ou simplesmente modelo CID:Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade.


Esses três conceitos sustentam toda a estrutura de governança e controle de uma organização — e estão presentes em normas como a ISO 27001, em legislações como a LGPD, e em todos os sistemas modernos de gestão da informação.


Confidencialidade: proteger o acesso à informação


A confidencialidade é o princípio que garante que somente pessoas autorizadas tenham acesso a determinada informação.

Ela responde à pergunta:


“Quem pode ver ou usar este dado?”

A quebra da confidencialidade ocorre quando informações são acessadas ou expostas indevidamente — seja por falha humana, ataque cibernético ou má configuração de sistemas.


Medidas que garantem a confidencialidade:


  • Controle de acesso com autenticação e níveis de permissão;

  • Criptografia de dados (em trânsito e em repouso);

  • Uso de senhas fortes e autenticação multifator (MFA);

  • Gestão de perfis e políticas de acesso mínimo;

  • Treinamento de usuários e conscientização sobre sigilo.


Exemplo prático: Somente o setor financeiro deve ter acesso à folha de pagamento.Permitir acesso irrestrito a outros departamentos quebra o princípio da confidencialidade.


Integridade: garantir que a informação permaneça confiável


A integridade assegura que as informações sejam precisas, completas e não tenham sido alteradas sem autorização.


Ela responde à pergunta:


“Os dados continuam corretos e confiáveis desde sua criação até o uso?”

A perda de integridade pode ocorrer por erros humanos, falhas de sistema ou ataques maliciosos (como ransomware e adulteração de registros).


Medidas que garantem a integridade:


  • Controle de versões e backups automáticos;

  • Logs de auditoria para rastrear alterações;

  • Assinaturas digitais e hash de verificação;

  • Sistemas redundantes para evitar corrupção de dados;

  • Políticas de validação e revisão documental.


Exemplo prático: Um relatório financeiro alterado manualmente sem registro pode distorcer resultados e gerar decisões equivocadas — um típico incidente de perda de integridade.


Disponibilidade: assegurar que a informação esteja acessível quando necessária


A disponibilidade garante que as informações e sistemas estejam sempre acessíveis a quem precisa, no momento certo.


Ela responde à pergunta:


“Os dados e sistemas estão disponíveis quando preciso deles?”

Interrupções causadas por falhas técnicas, desastres, ataques ou falta de manutenção comprometem esse pilar e impactam diretamente a operação da empresa.


Medidas que garantem a disponibilidade:


  • Políticas de backup e recuperação de desastres (DRP);

  • Uso de servidores redundantes e balanceamento de carga;

  • Planos de continuidade de negócios (BCP);

  • Manutenção preventiva e monitoramento contínuo de sistemas;

  • Contratos SLA (Service Level Agreement) claros com fornecedores.


Exemplo prático: Um e-commerce fora do ar por 24 horas devido a ataque DDoS sofre não só prejuízo financeiro, mas também dano reputacional — falha no pilar de disponibilidade.


Como os pilares se complementam


Os três pilares não atuam isoladamente: eles formam um triângulo de proteção interdependente.

Se um pilar falha, os outros dois também são comprometidos.


Pilar

Objetivo

Exemplo de falha

Consequência

Confidencialidade

Proteger o acesso

Vazamento de dados

Multas LGPD, perda de confiança

Integridade

Garantir confiabilidade

Alteração não autorizada de registros

Decisões incorretas, prejuízo operacional

Disponibilidade

Garantir acesso contínuo

Ataque DDoS ou falha de servidor

Paralisação do negócio

A ISO 27001 baseia-se nesse equilíbrio.


Ela estabelece controles específicos para manter os três pilares estáveis — desde políticas e auditorias até gestão de incidentes e planos de continuidade.


Os pilares CID e a LGPD


A LGPD reforça os pilares da segurança da informação em diversos artigos:


  • Art. 6º, VII – Segurança: obrigação de adotar medidas aptas a proteger os dados pessoais;

  • Art. 46 – Medidas de segurança e prevenção: responsabilidade do controlador e operador;

  • Art. 48 – Incidentes de segurança: obrigação de comunicar a ANPD e os titulares.


Em resumo: quem implementa controles baseados nos pilares CID está, ao mesmo tempo, cumprindo as exigências da LGPD.


Como o DPONOTE e a MainSafe aplicam os pilares na prática


  • DPONOTE: plataforma integrada de governança e segurança, com módulos para auditoria.

  • MainSafe Consultoria: implantação de sistemas de gestão e controles técnicos e administrativos de segurança e privacidade.

  • Treinamentos e formações:

    • Formação EXIN ISFS e ISMP, focada em fundamentos e gestão de segurança da informação;

    • Programas de conscientização corporativa sobre boas práticas de proteção de dados.









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